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Onde em meu coração tudo acontece

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Onde em meu coração TUDO acontece (por Helena Mansano)
Onde em meu coração TUDO acontece (por Helena Mansano)


Felicidade, esperança, união. Amor, renovação, fé. Infinitas tríades de palavras, conjunto de sensações, que modesta e singelamente descrevem as inúmeras emoções na nossa época de Natal. Simbólico ou real, voando de trenó e chegando pela varanda ou se apoiando nas barras de um trem cheio e entrando pela porta, a expectativa pela “chegada” é gigantesca. Sob cada olhar, algo sempre se espera: seja lá qual for a crença, esse é o momento da esperança plena, dos votos renovados e arrisco: uma dose a mais de fé. Não é ingenuidade, é humanidade – um toque de carinho em nossos corações. A origem dessas emoções? Nossa essência, experiência. Onde encontra-las? Dentro de si (ou… em Gramado, Natal Luz, palco onde – em meu coração – tudo acontece).

Acompanhada desses sentimentos, voltemos a narrativa de alguns anos …  Quando eu era uma criança, acreditava no Papai Noel – essa era minha tal forma simbólica e expressiva de expectativa – minha espera era pela “chegada” dele. Em minha adolescência, com doses extras de ingenuidade, imaginava que seria o mundo a me dar o esperado presente, que seria eu uma pessoa privilegiada, pois o meu olhar transmitia a paz e esperança e que, ao final de tudo – como em um passe de mágica – meu sonho se tornaria comum entre todos e, aí sim, viveríamos em paz. Nos anos que seguiram, misturei meus protagonistas: desejava que meus pais fossem sempre felizes e que esse presente viesse do Papai Noel. Seríamos realizados em essência…. Esse “caminhar” do tempo trouxe o conhecimento.

Nos anos seguintes, vieram a nova família e os filhos, os primeiros passinhos, a casa própria, a faculdade e as novas oportunidades. Ainda que o Natal tenha o poder de encantar e de trazer consigo uma amplitude de bons sentimentos, no mundo real e humano, nem tudo é sempre colorido, assim, com a passagem dos dias, adquire-se experiência – a mesma que nos faz aprender, a sentir, a chorar, a ver, a reconhecer, a defender e a ser. Num emaranhado de emoções turbulentas, nesse mundo onde nem sempre é Natal, quase chegamos à loucura! Em dias “normais” que não em dezembro, o coração aperta, as esperanças se distanciam, o medo acompanha … Ou não… Afinal, lembram-se? Eu posso escolher … escolho viver dezembro – a medida do possível – a cada dia. Escolho Gramado – a Cidade Luz – para ser meu cenário, meu presente na fase “vida adulta”.

De repente, chega dezembro e com ele o merecido descanso. Férias! Chegamos em 23 de dezembro de 2015 para o Natal Luz em Gramado, onde tudo é possível. “Depois de tanto tempo, sonhos de criança renovados aqui dentro” – sim, música oficial das festas que acontecem por lá…, mas, também é o som que sai do meu coração. Nele mesmo, bem lá no fundinho, existe um coração que canta de alegria por poder voltar e ter a certeza que ali é, sim, também o meu lugar. E quando esse “sonho bom partir” e habitar em outras cabecinhas inocentes e ingênuas, cheias de planos e acreditando no Papai Noel – ou em seu herói mágico escorado nas barras de um trem – eu quero dizer que é aqui, em Gramado, que sou feliz, realizada, plena, V I V A.

Quero passear pelas ruas dessa cidade luz, em meio as flores coloridas e charmosas, e entender que o maior presente possível a ser recebido é, na verdade, a nossa essência construída – nosso caráter – com a chance de viver com honestidade, dignidade e cabeça erguida. E quando a magia do Natal se fizer presente pelos flocos de neve de “mentirinha”, pelo carro do Papai Noel atravessando a rua, pelos sorrisos estampados nas inocentes feições infantis, no rostinho de esperança de cada pessoa, no sabor gostoso do chocolate bem doce e gostoso, dizer: os tantos natais vividos – com alegria, sorriso e felicidade – transformaram a minha vida e me deram um novo objetivo, que mantenho já há alguns anos. Repito, com o coração cheio de amor, que é em Gramado que encontro a minha paz e a melhor definição de mim, esperando, um dia, poder mostrar tudo isso para os frutos dos meus frutos. Renovar também é Natal…. Disseminar alegrias, sempre!

O significado do Natal é pessoal, único… E se hoje somos tantos a desejar e ter a “expectativa pela chegada” das mesmas emoções, provamos o quão ainda somos humanos – qualidade que, às vezes, dá saudade nos outros meses do ano. Aqui, em Gramado, eu volto a acreditar na magia do Natal hoje e sempre, porque é onde, em meu coração, tudo acontece.

Texto enviado pela leitora Helena Mansano.

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Jornalista, escritor e designer. Fundador do LifeBreak, apaixonado por tecnologia e pela Serra Gaúcha. Apreciador de boa gastronomia, bons vinhos e boa conversa. O resto você descobre aqui: www.emiliocalil.com

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